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Autor Tópico: Depressão Pós Parto  (Lida 313 vezes)
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Tininha
Administradora

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Mensagens: 20061


« em: Março 10, 2010, 19:45:55 »



O que é a Depressão Pós Parto?

A depressão pós parto é frequentemente conhecida como um período de profunda tristeza, choro, irritabilidade, cansaço e abatimento, que surge nas mulheres que terminam a gravidez e iniciam a relação com o seu filho recém-nascido.

Não se trata de um mito, a depressão pós parto existe, mas necessita de ser esclarecida, o que se pode fazer de um modo relativamente simples: Há uma fase pós parto em que o humor pode ser depressivo, mas esta fase é breve enquanto que a verdadeira depressão pós parto é algo mais raro, mas também muito mais grave, incapacitante e duradouro.

Conhecer o período breve de depressão que surge pós parto, não é menos relevante que o diagnóstico de uma depressão pós parto instalada: é essencial que se ajude a mãe a ultrapassar a fase, para que esta seja de facto curta e sem consequências graves para mãe e filho.

É algo normal e esperado dado que são muitas as alterações que justificam o aparecimento da depressão pós-parto: alterações hormonais relacionadas com o fim do período de gravidez; as dificuldades e debilidade física que a mulher pode apresentar no parto e na sua recuperação; a percepção da fragilidade que a mulher pode ter em relação ao recém-nascido, em especial se o caso envolver problemas de saúde, fragilidade física ou diagnósticos médicos inesperados e irreversíveis.
A própria novidade de ser mãe traz ansiedade em relação à sua capacidade de resposta e insegurança em relação ao quanto será competente e suficiente para um novo ser tão frágil.

As alterações estão também relacionadas com os novos papéis assumidos na família (papel de mãe, de pai, de avós, de filhos e de irmãos) e a modificação de relação entre os vários elementos.
É largamente conhecida a fase em que pela nova experiência de ser mãe, se revive a um nível muito profundo a experiência de ser filha, o que pode ter um impacto muito negativo se o relacionamento mais precoce com a sua mãe não tiver sido sentido como algo seguro, repleto de amor, carinho, conforto e confiança.

A própria experiência de casamento pode ser repensada e se a mulher fizer uma avaliação negativa do que tem sido a vida conjugal, se houver uma quebra nas expectativas iniciais, se a relação for sentida como insatisfatória e frustrante, a depressão pós parto também pode aparecer acentuada, neste caso como uma máscara que por detrás tem um conflito não resolvido e que está a ser fonte de mal estar, independentemente da nova relação com o bebé e com a experiência de maternidade.

Outra alteração de grande impacto é a alteração de rotinas quotidianas, algo incontornável entre o casal que enfrenta exigências completamente diferentes e muito mais pesadas que as anteriores ao nascimento dos filhos:
As tarefas de casa são alteradas (e muito acrescidas) tendo impacto no seu sono, cuidados pessoais, alimentação e em tudo à sua volta porque o bebé recém-nascido exige respostas muito frequentes por parte dos pais.
Por outro lado a mulher está fora dos seus meios usuais: há um afastamento do convívio social e do seu emprego, implicando perdas afectivas, mas também de decréscimo do seu investimento profissional e da sua realização em relação à carreira.

As alterações emocionais associadas ao período pós parto parecem assim fáceis de compreender e justificadas pelas mudanças inevitáveis que o nascimento de umas crianças traz aos pais.
É essencial então, facilitar o período pós parto para que a nova mãe passe esta experiência da melhor forma possível, e sem correr o risco de comprometer a relação com o bebé, que mais do que nunca, precisa do seu amparo, carinho, atenção e cuidados.

O pai e a família próxima deverão ser capazes de aceitar as alterações emocionais da mãe, confortá-la sem dramatizar nem criticar, reforçar as suas competências como mãe (ainda que recém adquiridas e por isso pouco consistentes), ajudar no cumprimento das tarefas quotidianas, assim como nos cuidados com o bebé, sempre que necessite, mas tendo o cuidado de não a substituir nem interferir na relação estabelecida entre os dois.

A própria mãe deverá oferecer a si mesma momentos de bem estar, nem que seja um banho com mais tempo quando deita o bebé e o pai está presente para o atender se acordar, uma refeição com o seu prato preferido, um livro que queria ler há muito, um café com uma amiga com quem possa conversar, um passeio num local que goste, ou a ida ao cinema, teatro ou algo que a atraia.



É importante que não se descuide nos seus cuidados de higiene, beleza e saúde, assim como com o exercício físico. Estes cuidados não devem ser fonte de culpa (porque sente que está a dispensar tempo para si que deveria ser para o bebé), mas vistos como cuidados que contribuem para a sua recuperação e como tal para o desenvolvimento da sua relação com a criança e bem-estar dos dois.


Acima de tudo, é importante permitir à nova mãe que partilhe a sua insegurança, dúvidas e emoções para que não se sinta só na fase que se espera que seja das mais belas da vida de uma mulher.


conteúdo gentilmente cedido por :


Dra. Lídia Rego
Psicóloga Clínica da Saúde
Colaboradora da Primus Care

Fonte retirada [urlhttp://www.guiadafamilia.com/guiadagravida/tema.php?id=5049]Daqui[/url]
Angel
VIP
*****

Mensagens: 2145

anjo da minha vida...


« Responder #1 em: Março 10, 2010, 22:47:08 »


Sei tão bem o que é ::cry2
No meu caso só foi diagnosticada 9 meses após o parto...
Se alguma de vocês se identificar com algum dos sintomas deste artigo, por favor procurem ajuda!!!
O pior erro que podemos cometer é achar que "isto passa"...
Nós não somos de ferro nono
Tininha
Administradora

VIP
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Mensagens: 20061


« Responder #2 em: Março 11, 2010, 00:25:01 »


Exactamente  ::yes
gaia
VIP
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Mensagens: 4530


« Responder #3 em: Março 11, 2010, 16:22:13 »


Obrigada Tininha... ::nessa
Tininha
Administradora

VIP
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Mensagens: 20061


« Responder #4 em: Março 12, 2010, 02:27:56 »


Obrigada Tininha... ::nessa

 ::triste2
maegirassol
Viajante
*

Mensagens: 3


« Responder #5 em: Maio 09, 2010, 19:05:22 »


Olá, já passaram 7 meses desde que a Matilde nasceu, e sinto-me tão mal porque amo tanto a minha filha, é a única que me faz sorir, e não consigo estar feliz 100%.
Tenho sido acompanhada, mas como amamento, não posso tomar nada de especial... E sinto-me um peso por estar assim, um peso para o Tiago, e para a nossa vida profissional, uma vez que somos empresários.
Enfim, a ver vamos, como tudo corre... :-[
ByAnocas©
VIP
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Mensagens: 5538

"My world is a better because of you..."


WWW
« Responder #6 em: Maio 14, 2010, 20:03:38 »


Querida, mas n perdes nada em procurar ajuda!!  ;)

A grande maioria de nós aqui passou ou está a passar por isso, ou pelas sequelas deixadas de depressões n curadas e sabemos o que estamos a falar!! Vais ver q há sempre uma solução!! Beijos
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