"A pluridisciplinaridade é fundamental na área da infertilidade". São profissionais de diferentes áreas do conhecimento e especialidades que, em comum, têm a motivação para identificar e vencer as dificuldades associadas à infertilidade. Trata-se de uma equipa multidisciplinar, cujo trabalho assenta na partilha de saberes e experiências e onde se privilegia a interacção com os pacientes e a aposta nos mais recentes avanços científicos e tecnológicospara diagnóstico e no tratamento da infertilidade.
O que é a infertilidade?
É a incapacidade de um casal de ter um filho, após um ano de relações sexuais frequentes não protegidas (nas mulheres com idades superiores a 35 anos deve limitar-se a 6 meses).
Quais são os factores de risco para a emergência deste problema?
Cada vez há mais casais infertéis devido ao adiamento da concepção. Nos países industrializados, a prevalência de problemas de fertilidade é superior a 10%. A poluição, a adopção de estilos de vida pouco saudáveis, com hábitos alimentares desequilibrados, o sedentarismo, o consumo de tabaco e álcool constituem alguns dos factores responsáveis pela infertilidade, na medida em que os óvulos e espermatozóides são muito sensíveis a substâncias tóxicas.
Quanto aos factores femininos mais específicos, as causas hormonais são responsáveis por 20 a 30% de casos de infertilidade.
Como se faz o diagnóstico?
No caso da mulher, despistam-se ou identificam-se os factores hormonais, orgânicos ao nível das trompas e do útero, endometriose, ou alterações do muco cervical. No homem, recorre-se ao espermograma, cuja função é avaliar a quantidade e qualidade do esperma.
As causas de infertilidade no homem podem ser, principalmente, genéticas ou hormonais, sendo estas responsáveis pela redução do número de espermatozóides, bem como a sua mobilidade ou a sua morfologia, ou mesmo a sua não existência.
Quais os tratamentos previstos?
No caso da mulher, a correcção da infertilidade pode ser hormonal (administração de hormonas para induzir a ovolução), cirúrgica ou através de procriação medicamente assistida (pma). Se o homem não tiver espermatozóides no espermograma, realiza-se uma biópsia testicular, em que se recolhe tecido de onde se obtêm os espermatozóides, os quais podem ser usados de imediato ou criopreservados.
O que é a PMA?
Conhecida por fertilização "in vitro", a PMA consiste na estimulação do ovário para obter óvulos, fecundá-los para obter embriões (FIV convencional) e transferir embriões para o útero. Por vezes, a má qualidade do esperma condiciona o recurso à microinjecção do óvulo com um espermatozóide de qualidade (ICSI).
Em Portugal, é comum transferirmos dois embriões por cada ciclo, o que representa algum risco de gravidez gemelar na ordem dos 15%.
Fonte: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/utentes/gravidez/infertilidade


