Dr Ruy Pupo Filho é médico pediatra, neonatologista e sanitarista. É autor dos livros “Manual do Bebê”, “Como educar seus filhos” e “Plantão Médico-sala de parto”. Foi “Pai do Ano” pela Revista Claudia em 1995 e “Gente que Faz” em 1997 por sua militância em defesa dos direitos das crianças com deficiência.
Criado em Ter, 17/06/2008 16h34
Por Dr Ruy Pupo Filho
As alterações na vida da criança acontecem muito rapidamente, em especial no primeiro ano de vida. O bebê que ao nascer tem poucas habilidades, pois ainda não senta, engatinha ou nada, vai chegar ao final do primeiro ano de vida com grandes conquistas. Além de já estar andando ou quase, grandes transformações psicológicas ocorrem, deixando os pais muitas vezes sem saber como agir.
Ao lado das grandes conquista motoras, chama a atenção a necessidade de mais liberdade e iniciativa que a criança demonstra. Por volta de 11 meses o bebê consegue movimentar-se apoiado nos móveis ou seguro pelas mãos. Já deve comer sozinho, mesmo que demore muito, use as mãos e faça muita sujeira.
Com 1 ano de vida começa a andar sozinho, sem apoio. Pode dar adeus com a mão, bater palmas e falar umas duas palavrinhas. Gosta de balançar o corpo, dançando ao som de musicas conhecidas.
Para estimular e ajudar no desenvolvimento, procure sempre dar estímulos e proporcionar, além de apontar objetivos para serem alcançados. Pode-se usar brinquedos de puxar e empurrar ou que fazem barulho. Também as músicas, cantadas ou reproduzidas, em variadas situações, são ótimas. Os brinquedos de encaixe podem atrair a atenção da criança durante um bom tempo.
Após 1 ano, a criança cobra muita atenção por parte dos adultos. E quando não consegue...Birra! É preciso ensinar os limites, ninguém pode fazer tudo o que quer na vida. É preciso dizer não, com calma e paciência e firmemente agüentar a crise de birra sem se alterar e sem voltar atrás no que foi decidido, sob pena de desmoralizar e desautorizar o adulto perante a criança. E eles logo aprendem a explorar as possíveis incoerências dos adultos...
Muitas vezes a criança reage com um comportamento impróprio (batendo a cabeça na parede, vomitando, perdendo o fôlego, batendo no adulto, etc.).
Uma vez garantida a saúde e a segurança da criança, este comportamento deve ser ignorado até que cesse. O adulto finge que está entretido com outra atividade, não demonstrando a menor atenção direta com o bebê. É claro que na verdade ele está acompanhando tudo, podendo intervir a qualquer momento em que a criança de fato necessite.
É importante tentar economizar as negativas, às vezes melhor do que dizer “não” é desviar a atenção dela para outra atividade permitida.
É hora de incrementar os passeios ao ar livre, aproveitando para brincar com terra, água, areia, barro, massinha. A ida ao teatrinho também pode ser apreciada (desde que não seja muito barulhento, para não assustar...)
Brincadeiras com caixas de papelão, com tampa, atraem a atenção da criança nessa idade, bem como o uso de instrumentos musicais.
Com amor, carinho e muita paciência, mais esta fase difícil (entre tantas outras que ainda virão) passará facilmente!
Dr. Ruy Pupo Filho é médico pediatra, neonatologista e sanitarista. É autor dos livros “Manual do Bebê”, “Como educar seus filhos” e “Plantão Médico-sala de parto”. Foi “Pai do Ano” pela Revista Claudia em 1995 e “Gente que Faz” em 1997 por sua militância em defesa dos direitos das crianças com deficiência.



ões
qd ela se acalma eu vou lá e pego nela e explico-lhe o pk de nao lhe ter pegado antes, apesar dela nao me entender, nao é? mas pronto... qt a estimulos, eu faço tudo que o sr. referiu no artigo.
sim mas a minha filhota já tem um ano e ainda nao anda por ser medricas... 

ónia
