Pode até ser um pouco desafinado ou meio fora do ritmo, mas basta ouvir o som de algumas notas musicais para os pezinhos começarem a acompanhar a melodia. Cantando, tocando ou dançando, a música de boa qualidade proporciona diversos benefícios para as crianças e é aliada do desenvolvimento saudável da criançada.
Vocês sabiam que os ouvidos do bebê já estão desenvolvidos ao quinto mês de gestação? Claro que sim! Há quem defenda que os recém-nascidos reconhecem a música que a mãe ouviu durante a gravidez e até conseguem despertar ou adormecer conforme o tipo de música que ouvem. Existem estudos que indicam que o feto pode ouvir e reagir ao som e ao movimento!
Sabe-se que, além de influenciar o estado de espírito da criança, a música, por envolver várias áreas cerebrais ao mesmo tempo, é uma atividade integradora que pode servir como uma espécie de treino precoce do cérebro. Assim, a aprendizagem da música desde cedo é capaz de facilitar a assimilação de várias matérias, como a matemática, por exemplo.
Isso porque a audição da música exercita o cérebro, e quanto mais o cérebro for estimulado, maior será a capacidade de aprender. Ao formar um acorde, um novo som ou uma harmonia melodiosa, a pessoa, indiretamente, está a activar o domínio de cálculos puramente matemático.
A criança que vive em contato com a música aprende a conviver melhor com as outras crianças e estabelece um meio de se comunicar muito mais harmonioso. Por outro lado, quando aprende a tocar algum instrumento, também é capaz de ficar sozinha sem se sentir solitária ou carente de atenção.
A musicista e autora do livro “A Música de Todos os Tempos”, Adriana de Oliveira Ribeiro, explica que a criança, durante seus primeiros anos de vida, tem seu potencial adormecido. “O contato com a música de qualidade estimula a criatividade e permite que o pequeno tenha equilíbrio”. Segundo ela, a partir dos quatro anos já é aconselhável que a criança comece a ter contato com instrumentos musicais.
Vamos lá dar instrumentos e música aos nossos filhotes!

