Após 5 anos de casamento sem filhos, por opção nossa, decidimos ter um bebé. A gravidez decorreu sem nenhum tipo de problema e ao fim de 38 semanas e três dias chegou o grande momento. Eram 4h35 do dia 12 de Fevereiro de 2001, acordei e fui à casa de banho. Caiu um bocadinho do rolhão mucoso, mas nada de dores. Já não consegui dormir nada porque fiquei numa ansiedade desgraçada a pensar se seria nesse dia que ia ter o meu bebé nos braços.
Completamente descontraída e bem disposta levantei-me de manhã e fui trabalhar normalmente. o rolhão continuou a sair e a meio da manhã começaram algumas dorzitas mas nada de transcendente. Fui almoçar a casa com o meu marido, sentia-me bem. E fui trabalhar à tarde. O meu director, na altura dizia-me para eu ir embora porque não queria ser parteiro (na brincadeira).
Eram 16h telefonei ao meu médico e contei-lhe o que se passava. Ele disse-me para ir ter com ele ao Hospital para me observar, uma vez que o rolhão já tinha dado sinal. Liguei ao meu marido e lá fomos na expectativa. Parecia que ía-mos de fim de semana. Muito calmos os dois a caminho do Hospital.
Quando cheguei o meu médico fez-me o toque e constatou que eu estava com 5 cm de dilatação. Admirou-se de eu não ter dores e eu também.
Já não saí do hospital, puseram-me a soro, prepararam-me todinha e de repente comecei a ter umas dores quase insuportáveis. O meu marido, sempre a meu lado, sofria comigo. Chamou o médico e pediu-lhe para me administrarem a epidural o que foi feito de imediato. Foi o céu.
A dilatação lá continuou e de repente as dores apareceram novamente. O médico fez o toque e verificou que a dilatação estava completa. Mas vontade de fazer força não tinha. Pedi mais anestesia mas não me deram porque a dilatação já estava toda feita e faltava pouco tempo para o bebé nascer.
A vontade de fazer força veio e as dores também. Em pouco tempo fiquei exausta, porque o bebé não queria sair.
Estava muito em cima. Eu fazia força e uma enfermeira empurrava a minha barriga para baixo para ajudar o bebé. A cabeça lá saiu mas o resto do corpo teimava em ficar lá dentro. Eu sem forças e quase a perder os sentidos só ouvia o médico falar e forceps. Não sei o que me deu, fiz uma froça tão grande que o resto do corpo do bebé saiu e repente e literalmente para o colo do meu médico que até deu um salto. Eram 21h38 quando o André nasceu.
Aquela coisa linda veio preencher os nossos dias de uma forma bem especial até que... lá decidimos dar um maninho ao André.
Passados 3 anos e meio, foi a vez do Tiago.
Este parto foi diferente. Chegados às 37 semanas o meu médico opta por provocar o nascimento do bébé por causa da minha saúde mental que estava muito deteriorada. Às 9h de dia 6 de Outubro de 2004 fui até ao hospital para ser observada e para o parto ser provocado.
O médico introduziu um comprimido na vagina para amolecer o colo do útero e começar o trabalho de parto. Após duas horas a andar de uma lado para o outro nas imediações do hospital, comecei a ter algumas moinhas e lá subi para o piso das grávidas. Fui preparada pelas enfermeiras,colocada a soro e administrada ocitocina para acelerar o parto. A dilatação fez-se sem problemas e sem dores devido à epidural que me foi dada. Omédico tinha receio que eu me descontrolasse e prejudicasse o parto e por isso zelou para que eu tivesse o minimo de dores possiveis.
A vontade de fazer força veio muito rápidamente. O médico até estava a comer uma maçã, quando o meu marido o foi chamar porque eu estava com muita vontade de explusar o bebé.
Veio a equipa toda a correr e em três minutos o Tiago nasceu. Eram 15h50. Um lindo bebé que nos deixou aos dois muito felizes. Quatro dias depois de ter nascido, o Tiago era internado de urgência com uma cepsis genaralizada e lá ficou por 14 dias em estao muito grave. Mas isso é uma história que fica para outra altura.
2 anos e meio depois decidimos ter outro filho. O Filipe.
Um parto super rápido. No dia 20 de Março de 2007 acordei bem disposta, despachei os meninos para irem para a escola. O meu marido saiu de casa com os meninos para os ir levar eram 8h15. Às 8h30 eu ligo-lhe para o móvel porque estava com contracções de dois em dois minutos e que dores eram.
Liguei ao médico, ao que ele me enviou de imediato para o hospital.
Quando cheguei ao hospitaltinha 6 cm de dilatação, feitos em meia hora. O nascimento adivinhava-se rápido. A epidural foi administrada de imediato. No momento de espetarem agulha tive uma contracção fortissima e não fossem as enfermeiras ajudarem-me eu nem sei o que tinha acontecido.
As dores acalmaram e houve tempo para tudo até o Filipe nascer. O médico fartou-se de brincar comigo e com o meu marido. Estávamos na conversa e o médico começou a ver-me muito encarnada e de repente fiz força sem querer. Ele levantou o lençol e viu que a cabeça do sr. Filipe já era visivel. Só houve tempo de gritar no corredor para vir a equipa dele e lá foram comigo a corre, literalmente, para a sala de partos.
Mais duas forças e o Filipe nasceu com uma choradeira desgraçada. Eram 12h28.
Nós,os pais muito babados, somos muito felizes com os nossos três meninos e estamos todos muito ansiosos para que a Maria venha juntar-se à família.
crechePassados 20 meses do último parto, estamos já na recta final de mais uma gravidez e a torcer para que tudo corra como os anteriores. Depressa e sem problemas.
Desculpem o testamento meninas


ónia




