A importância da Terapia da Fala na infância
Olá a todas as mamas 
Hoje decidi partilhar convosco um bocadinho daquilo que vivo no meu dia-a-dia.
Aparecem-me cada vez mais pais no consultório perdidos e sem saber muito bem porque me procuraram, muitas vezes vindo encaminhados por outros profissionais de saúde, professores ou mesmo amigos da família que notaram que a criança não diz determinado som, ou o troca por outro som diferente... E após terminar a avaliação, acabo por perceber que existem outros fatores influentes nessa dita troca/omissão/distorção etc. Ficando, muitas das vezes, os pais surpreendidos, com a relação existente entre a Terapia da Fala e outras áreas.
Por exemplo crianças que muitas das vezes falam os sons "S" de uma forma distorcida, muitas das vezes é devido á condição dentária que a criança apresenta, tendo de ser observada a sua oclusão por um odontopediatra ou ortodontista; muitas vezes são chamados de "sopinha de massa", colocando a língua para fora ao falar, o que acontece, muitas das vezes, devido á presença de hábitos orais, como chucha/biberon/sucção digital, que fazem com que haja uma deformação dentária, havendo um espaço entre os dentes da arcada superior e inferior (mordida aberta), logo, esta distorção não poderá ser trabalhada enquanto não houver a remoção do hábito e o posterior encerramento dentário, isto porque se a nossa língua vê ali um buraco, ela acaba por sair, não havendo a pressão negativa necessária para o desempenho harmonioso da função de fala (comprometendo muitas das vezes outras funções desempenhadas igualmente por este sistema, como a mastigação e a deglutição).
Nestes casos é também importante verificar se a criança respira maioritariamente pela boca (Respiração Oral) e tentar perceber qual a causa, havendo muitas das vezes um quadro alergologico associado, ou por vezes uma barreira fisiológica (adenóides/amigdalas) que não deixam a via aérea superior permeável. Nestes casos, e antes de ser "resolvido" o problema de fala, tem de ser ajustado esta perturbação respiratória (consultar um otorrino/alergologista, para despiste da possível causa). Uma vez que uma criança respiradora oral acaba sempre por ter uma postura incorreta (boca aberta, cabeça para a frente, etc), o que acaba por influenciar a fala, mastigação e deglutição; havendo um desarranjo geral da musculatura e das funções a ela associadas.

Isto tudo, para dizer que hoje cada vez mais necessitamos de trabalhar em equipa, e que o Terapeuta da Fala trabalha em áreas cada vez mais distintas, tais como:
- Perturbações articulatórias ( omissão/troca/distorção de sons);
- Respiração Oral;
- Perturbações miofuncionais (muitas das vezes os lábios/lingua/bochechas etc, apresentam dificuldades na mobilidade, força muscular reduzida etc);
- Deglutição (ato de engolir);
- Mastigação
- Voz;
- Perturbações de leitura e escrita;
- Atrasos no desenvolvimento da linguagem;
- Fluência (gaguez).
A prevalência de perturbações de fala e linguagem em idade pré-escolar pode ir até 36%. Existindo uma grande relação entre estas perturbações e o desenvolvimento de dificuldades de literacia, resultados escolares e problemas comportamentais.
Portanto, se tiverem dúvidas ou se acharem que o vosso filho apresenta algo que não sabem muito bem do que se trata, não hesitem em procurar um profissional, que vos ajudará certamente a esclarecer todas as dúvidas.
Se precisarem da minha ajuda, estarei sempre ao dispor.
Terapeuta da Fala Susana Tagarro
[email protected]
Sinais de Alerta
São vários os sinais de alerta que as crianças dão, ao longo do seu desenvolvimento, de que algo não está a correr como o previsto:
- Ausência de vocalizações e não reacção aos estímulos sonoros durante o 1º ano de vida
- Não reage ao nome, não brinca e não estabelece contacto ocular a partir do 1º ano
- Aos 2/3 anos não compreende ordens simples, o discurso limita-se à produção de palavras isoladas
- Aos 3/4 anos tem dificuldades na produção de frases e tem um vocabulário reduzido
- Aos 4/5 anos não relaciona acontecimentos simples e omite/troca sons nas palavras
- Aos 5/6 anos utiliza frases mal estruturadas e tem um discurso incoerente
- Tem mais de 4 anos e gagueja
- Fala alto e grita com frequência, ficando depois rouco
- Dá muitos erros na escrita, não compreende o que lê.
Estes são sinais que alertam para alterações no padrão normal de desenvolvimento da criança.

Hoje decidi partilhar convosco um bocadinho daquilo que vivo no meu dia-a-dia.
Aparecem-me cada vez mais pais no consultório perdidos e sem saber muito bem porque me procuraram, muitas vezes vindo encaminhados por outros profissionais de saúde, professores ou mesmo amigos da família que notaram que a criança não diz determinado som, ou o troca por outro som diferente... E após terminar a avaliação, acabo por perceber que existem outros fatores influentes nessa dita troca/omissão/distorção etc. Ficando, muitas das vezes, os pais surpreendidos, com a relação existente entre a Terapia da Fala e outras áreas.
Por exemplo crianças que muitas das vezes falam os sons "S" de uma forma distorcida, muitas das vezes é devido á condição dentária que a criança apresenta, tendo de ser observada a sua oclusão por um odontopediatra ou ortodontista; muitas vezes são chamados de "sopinha de massa", colocando a língua para fora ao falar, o que acontece, muitas das vezes, devido á presença de hábitos orais, como chucha/biberon/sucção digital, que fazem com que haja uma deformação dentária, havendo um espaço entre os dentes da arcada superior e inferior (mordida aberta), logo, esta distorção não poderá ser trabalhada enquanto não houver a remoção do hábito e o posterior encerramento dentário, isto porque se a nossa língua vê ali um buraco, ela acaba por sair, não havendo a pressão negativa necessária para o desempenho harmonioso da função de fala (comprometendo muitas das vezes outras funções desempenhadas igualmente por este sistema, como a mastigação e a deglutição).
Nestes casos é também importante verificar se a criança respira maioritariamente pela boca (Respiração Oral) e tentar perceber qual a causa, havendo muitas das vezes um quadro alergologico associado, ou por vezes uma barreira fisiológica (adenóides/amigdalas) que não deixam a via aérea superior permeável. Nestes casos, e antes de ser "resolvido" o problema de fala, tem de ser ajustado esta perturbação respiratória (consultar um otorrino/alergologista, para despiste da possível causa). Uma vez que uma criança respiradora oral acaba sempre por ter uma postura incorreta (boca aberta, cabeça para a frente, etc), o que acaba por influenciar a fala, mastigação e deglutição; havendo um desarranjo geral da musculatura e das funções a ela associadas.

Isto tudo, para dizer que hoje cada vez mais necessitamos de trabalhar em equipa, e que o Terapeuta da Fala trabalha em áreas cada vez mais distintas, tais como:
- Perturbações articulatórias ( omissão/troca/distorção de sons);
- Respiração Oral;
- Perturbações miofuncionais (muitas das vezes os lábios/lingua/bochechas etc, apresentam dificuldades na mobilidade, força muscular reduzida etc);
- Deglutição (ato de engolir);
- Mastigação
- Voz;
- Perturbações de leitura e escrita;
- Atrasos no desenvolvimento da linguagem;
- Fluência (gaguez).
A prevalência de perturbações de fala e linguagem em idade pré-escolar pode ir até 36%. Existindo uma grande relação entre estas perturbações e o desenvolvimento de dificuldades de literacia, resultados escolares e problemas comportamentais.
Portanto, se tiverem dúvidas ou se acharem que o vosso filho apresenta algo que não sabem muito bem do que se trata, não hesitem em procurar um profissional, que vos ajudará certamente a esclarecer todas as dúvidas.
Se precisarem da minha ajuda, estarei sempre ao dispor.

Terapeuta da Fala Susana Tagarro
[email protected]
Sinais de Alerta
São vários os sinais de alerta que as crianças dão, ao longo do seu desenvolvimento, de que algo não está a correr como o previsto:
- Ausência de vocalizações e não reacção aos estímulos sonoros durante o 1º ano de vida
- Não reage ao nome, não brinca e não estabelece contacto ocular a partir do 1º ano
- Aos 2/3 anos não compreende ordens simples, o discurso limita-se à produção de palavras isoladas
- Aos 3/4 anos tem dificuldades na produção de frases e tem um vocabulário reduzido
- Aos 4/5 anos não relaciona acontecimentos simples e omite/troca sons nas palavras
- Aos 5/6 anos utiliza frases mal estruturadas e tem um discurso incoerente
- Tem mais de 4 anos e gagueja
- Fala alto e grita com frequência, ficando depois rouco
- Dá muitos erros na escrita, não compreende o que lê.
Estes são sinais que alertam para alterações no padrão normal de desenvolvimento da criança.